Ana Cabecinha em grande entrevista na Tertúlia Desportiva

Foi com enorme descontração e um sorriso sempre rasgado que Ana Cabecinha respondeu ao desafio de ser a entrevistada deste mês da Tertúlia Desportiva Olhanense – Comunicando Desportivamente.

Desta vez à sexta-feira, por imposição de agenda da atleta, a sessão realizou-se na noite do dia 24, no auditório da Praceta de Agadir, e foi conduzida, como sempre, por Humberto Gomes. Como co-anfitrião destas tertúlias mensais, o presidente da Freguesia de Olhão, Luciano Jesus, deu as boas vindas ao público e convidados e fez a nota introdutória habitual.

Lado a lado com o seu treinador de sempre, Paulo Murta, Ana Cabecinha começou por responder a uma série de “questões à queima-roupa” de Humberto Gomes. Desde a queda de uma ponte, que quase a deixou imobilizada na infância e que motivou a prática do atletismo, até à perda da mãe, em 2011, que a fez viver “o pior ano de sempre”, a atleta revelou os seus afetos que desde sempre assentaram na força da família.

Perto de completar 33 anos de idade, Ana Cabecinha confessou-se disposta a competir em mais dois Jogos Olímpicos (2020 e 2024) e apontou baterias ao próximo desafio: lutar por uma medalha no Campeonato do Mundo de Atletismo, em Londres, já em agosto deste ano.

Quanto ao treinador, Paulo Murta, seu amigo e cúmplice há mais de vinte anos, “apesar das birras” que por vezes têm, a atleta confessou que não se imagina a treinar com outra pessoa. “Só quando eu abandonar a carreira, ou se o Paulo desistir de treinar”, garantiu.

O treinador reiterou as palavras da atleta, sublinhando que foi a “teimosia” de Ana Cabecinha que fez dela uma campeã. “Foi graças à sua persistência que conseguiu obter resultados”, assegurou Paulo Murta.

E porque os clubes têm um papel essencial na formação dos atletas, o presidente do Clube Oriental de Pechão foi convidado a intervir. Vladimiro Sousa destacou a dificuldade em suprir as necessidades económicas para garantir as deslocações frequentes de 108 atletas federados em competição, pese embora os importantes apoios que tem recebido por parte das freguesias e do município. Na esperança de ver em breve concretizada a tão almejada pista de atletismo em Pechão, o Presidente sublinhou ainda a necessidade de uma sede social para o clube.

Houve ainda espaço para debate, com questões colocadas pelo público e por Mário Proença, jornalista do jornal “O Olhanense”, que cumpriu a cobertura noticiosa para a próxima edição.

No final, Humberto Gomes agraciou Ana Cabecinha com um arranjo de flores, cortesia da Freguesia de Olhão, não sem antes antecipar o tema da Tertúlia do próximo mês: Os VIII Jogos de Quelfes, com a presença do seu mentor, Gustavo Marcos, no dia 27 de abril. 

28.03.2017